Como o paciente escolhe um médico na internet
A busca por médico é diferente da busca por qualquer outro serviço. A pessoa chega com uma dúvida de saúde, quase sempre pelo celular, e quer três respostas, nesta ordem: esse médico cuida do meu problema, dá para confiar nele e como eu marco.
O caminho mais comum começa no Google ou em uma indicação. A pessoa pesquisa o nome do médico ou a especialidade com a cidade, abre o Perfil da Empresa no Google, lê duas ou três avaliações e clica no site. Se a página demora, se o CRM está escondido ou se o texto é uma lista de termos técnicos, ela volta para a busca e abre o próximo resultado.
Por isso o site para médico que funciona abre dizendo quem é o médico, qual é a especialidade (com RQE) e onde se marca a consulta. Abaixo vêm os tratamentos, a trajetória, os convênios e as dúvidas frequentes.
Um exemplo do portfólio: a página da Dra. Alexandra Saliba, endocrinologista e metabologista em Brasília, apresenta o atendimento presencial e online para todo o Brasil, com a consulta explicada antes do pedido de agendamento. Veja no portfólio.
Site médico ou landing page para médicos
A landing page para médicos concentra tudo em uma página e pede uma ação só: marcar a consulta. Serve para quem está abrindo o consultório, para quem quer divulgar um tratamento específico ou para quem vai investir em Google Ads e precisa medir o custo de cada agendamento.
O site médico completo tem uma página por tratamento, uma sobre o médico, uma de convênios e contato e, quando faz sentido, um blog. É o formato de quem quer ser encontrado por várias buscas ao longo do tempo e de consultórios com mais de um profissional.
| Landing page | Site médico |
| Para que serve | Um tratamento ou o consultório, com um botão: agendar | Todos os tratamentos, a equipe, os convênios e conteúdo para a busca |
| Quem costuma pedir | Médico abrindo o consultório ou anunciando um tratamento | Consultório consolidado, clínica com equipe, quem quer ranquear por várias buscas |
| Prazo | O mais curto da faixa de 10 a 30 dias | Cresce com o número de páginas |
| Por onde começar | Pela landing page do tratamento mais procurado; o site vem quando ela mostrar o que funciona |
No portfólio, a maior parte dos projetos de medicina nasceu como landing page: urologia, cardiologia, glaucoma, nutrologia, psiquiatria. A clínica Ultrafeto, em Recife, reuniu exames, equipe, convênios e agendamento em uma landing page só. Quando o médico quer crescer no orgânico, essa página vira a primeira do site.
Páginas por especialidade e por tratamento
Especialidade é o que o médico tem registrado. Tratamento é o que o paciente digita. O site precisa das duas camadas: a página da especialidade, com o RQE, e uma página para cada tratamento ou condição que mais traz consulta. O que muda entre uma especialidade e outra é a urgência, a idade de quem busca e a objeção que aparece na primeira mensagem.
Endocrinologia
É a especialidade com mais páginas no nosso portfólio. Quem busca costuma chegar depois de exames alterados. A página separa os temas (tireoide, diabetes, obesidade, hormônios), explica a primeira consulta e destaca o atendimento online quando o médico atende outras cidades.
Cardiologia
Busca mais cautelosa, muitas vezes feita por um filho para o pai ou a mãe. Letra legível, exames oferecidos no consultório e convênios bem visíveis, como na landing page da Dra. Priscila Reis Martins.
Urologia
O paciente pesquisa sozinho e com certa vergonha. A página precisa ser direta, sem rodeios e com o agendamento discreto pelo WhatsApp, como no projeto do médico urologista do portfólio.
Oftalmologia
Em cirurgia refrativa e glaucoma, a página explica o procedimento, para quem é indicado e como é a avaliação, que vira o pedido principal. É a estrutura da clínica H Olhos e da landing page da especialista em glaucoma.
Psiquiatria
Sinais de alerta, tratamentos e um tom acolhedor, com o agendamento apresentado como um primeiro passo. Dois projetos do portfólio seguem esse desenho: o do médico psiquiatra e o da Dra. Gabriela Nunes.
Medicina fetal, pediatria e cirurgia pediátrica
Quem decide é a mãe ou o pai, e a página fala com eles: exames, equipe, estrutura e convênios. Foi assim na clínica Ultrafeto, no Centro de Medicina Infantil e na landing page do Dr. Lucas Vinhas, cirurgião pediátrico em São Paulo.
Dermatologia tem página própria: site para dermatologista. Para clínicas com mais de um médico ou especialidade, veja site para clínica.
Publicidade médica: o que a Resolução CFM 2.336/2023 permite no site
Desde 11 de março de 2024, a publicidade médica segue a Resolução CFM 2.336/2023, detalhada no Manual de Publicidade Médica do Conselho Federal de Medicina. Ela ampliou o que o médico pode divulgar e manteve limites claros. No site, isso significa:
- Identificação: nome, CRM e, ao divulgar a especialidade, o número do RQE. Quem fez pós-graduação sem RQE pode citar a formação, com a expressão "não especialista" logo abaixo, como orienta o manual.
- Sem promessa de resultado: a página explica o tratamento, para quem é indicado e como é a consulta. Garantia de cura, "o melhor da cidade" e comparação com colegas ficam fora.
- Antes e depois: permitido só em formato educativo, na especialidade registrada, sem identificar o paciente e com os resultados insatisfatórios e as complicações possíveis descritos junto. No site, entra apenas quando o médico quer e o conteúdo cabe nesse formato.
- Depoimentos: o manual admite republicar elogios de pacientes sem sensacionalismo e sem repetição (mais de duas vezes por semestre já conta como repetido). Preferimos apontar para as avaliações do Google a manter uma seção fixa de depoimentos.
- Equipamentos e preços: a resolução permite divulgar os equipamentos disponíveis e o valor da consulta. Promoção casada, com um procedimento condicionado a outro, continua vedada.
Nenhum desses limites atrapalha o agendamento. Antes de publicar, a página é conferida contra o texto vigente da resolução e do manual.
O que vem no projeto do site médico
- Conversa com o médico e a secretária: especialidade, tratamentos que mais trazem consulta, convênios e as perguntas da primeira mensagem.
- Termos de busca por tratamento: o que o paciente digita para cada condição, com a cidade, e quais páginas ocupam essas posições hoje.
- Texto: da primeira dobra às perguntas frequentes, partindo da queixa do paciente e conferido contra a Resolução CFM 2.336/2023.
- Layout no Figma: exclusivo, pensado antes para a tela do celular. Quando o consultório ainda não tem identidade, ela nasce junto, como nas duas landing pages de endocrinologia do portfólio.
- Site em WordPress: WhatsApp com mensagem pronta, ligação com a agenda online do consultório e registro de cada clique em agendar.
- SEO de partida: dados estruturados de médico e de consultório, Search Console configurado e o Perfil da Empresa no Google coerente com o site.
São 3 rodadas de alteração ao longo do projeto e 30 dias de suporte depois que o site entra no ar, em 10 a 30 dias. Domínio e hospedagem ficam registrados no nome do médico ou da clínica. A sessão de fotos fica fora, mas a gente orienta o fotógrafo, porque a imagem do médico é a primeira prova que o paciente procura.
Quanto custa um site para médico
Quatro coisas mexem no valor: o formato (landing page de um tratamento ou site com várias páginas), quantos tratamentos ganham página própria, o material que já existe (fotos, identidade, textos aprovados) e as integrações, como agenda online e convênios.
Com a especialidade e a cidade em mãos, a gente monta a proposta pelo WhatsApp. O pagamento é único e cobre texto, layout, construção e SEO de partida; anúncios e SEO mês a mês são contratados à parte, se fizerem sentido. Antes de pedir, vale ler o guia quanto custa um site profissional.