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Guia-pilar de advocacia

Marketing jurídico: o guia prático para advogados e escritórios

Marketing jurídico é o conjunto de ações que faz o cliente certo encontrar o escritório e decidir conversar, dentro das regras da OAB. Este guia organiza os canais que funcionam para advocacia, diz por onde começar conforme o momento do escritório e liga para os guias de cada canal.

Por Karine Sackt, fundadora da Fysi Lab Digital · Atualizado em outubro de 2026

Resumo do guia

Marketing jurídico em três decisões

  1. 01

    Escolher a área e o cliente

    Escritório que fala com todo mundo aparece para ninguém. A primeira decisão é qual área e qual cliente o marketing vai buscar, mesmo que o escritório atenda outras.

  2. 02

    Ter uma página que recebe

    Site ou landing page por área, com a situação do cliente na primeira frase e o WhatsApp à mão. Todo canal leva para ela.

  3. 03

    Escolher o canal pelo momento

    Anúncio de busca para contato rápido, SEO e Perfil da Empresa para a base, conteúdo e redes para a confiança ao longo do tempo. Em ordem, sem pular a página.

Portfólio

Páginas de advocacia criadas pela Fysi

A base de todo marketing jurídico é a página que recebe o cliente. Clique para ver cada uma inteira.

Ver o portfólio completo

O que é marketing jurídico (e o que a OAB chama assim)

Marketing jurídico é a aplicação do marketing à advocacia. O Provimento 205/2021 da OAB usa esse nome no art. 2º e o define como a especialização do marketing voltada aos profissionais da área jurídica, com estratégias planejadas para os objetivos da advocacia. O art. 1º diz que ele é permitido, desde que respeitados o Estatuto da Advocacia, o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina e o próprio provimento.

Na prática, marketing jurídico cobre tudo o que acontece antes de a pessoa mandar a primeira mensagem: como o escritório se posiciona, onde aparece, o que diz e como recebe o contato. Marketing digital para advogados é a parte que acontece na internet. Os termos "marketing para advogados" e "marketing jurídico" aparecem juntos nas buscas e significam a mesma coisa.

A diferença para o marketing de outros serviços está no limite: a publicidade do advogado precisa ser informativa, discreta e sóbria, sem captação de clientela e sem mercantilização (art. 3º). Esse limite muda o formato de cada canal, e é por isso que cada seção abaixo cita a regra.

A base: posicionamento por área e por cliente

Antes de qualquer canal, o escritório precisa decidir para quem o marketing vai falar. "Advocacia em geral" é o posicionamento que mais aparece e o que menos funciona, porque a pessoa procura um advogado para o problema dela, e o Google e as redes entregam resultados específicos.

A decisão prática é escolher uma área (ou uma por vez) e, dentro dela, um cliente. Advogado trabalhista para o trabalhador ou para a empresa. Advogado de família para divórcio e guarda ou para planejamento sucessório. Criminalista com plantão de urgência ou com atuação em crimes econômicos. Cada escolha define a busca, a linguagem da página e o canal que faz sentido.

Essa escolha não impede o escritório de atender outras áreas. Ela define por onde o marketing começa e para onde o investimento vai primeiro. As outras áreas entram em seguida, cada uma com a própria página.

Site e landing page: a página que recebe tudo

Todo canal de marketing jurídico leva para um lugar, e esse lugar é a página do escritório. Anúncio, busca, post, indicação pelo WhatsApp: a pessoa confere o site antes de decidir. Se a página apresenta o escritório em vez de falar da situação dela, o canal que trouxe a visita perde.

A página que funciona abre pela situação do cliente, explica como o atendimento funciona, mostra quem atende com nome e OAB, responde às dúvidas de quem vai contratar e deixa o WhatsApp à mão. Em escritórios com uma área, isso é uma landing page para advogados. Em escritórios com várias, é um site para advogado com uma página por área. A estrutura, com exemplos do portfólio, está no guia modelos de site para advogado, e o que pesa no valor está em quanto custa um site para advogado.

As páginas por área da Fysi detalham o que muda em cada uma: criminalista, trabalhista, previdenciário e família.

Aparecer no Google: SEO e Perfil da Empresa

Muitos clientes novos que não vêm de indicação começam em uma busca. "Advogado trabalhista" com a cidade, "advogado INSS perto de mim", "advogado criminalista 24 horas". Aparecer para essas buscas sem pagar por clique é o trabalho de SEO, e ele tem duas frentes.

Perfil da Empresa no Google. É o cadastro que coloca o escritório no mapa e no bloco local da busca. Categoria, horário, telefone, link para a página certa e avaliações de clientes sobre o atendimento. É uma ação de custo baixo para quem atende presencialmente, e vale também para quem atende online, configurado por área de atendimento.

Site preparado para a busca. Uma página para cada área e assunto com procura, com a cidade escrita, estrutura técnica correta e conteúdo que responde às perguntas do cliente. O resultado orgânico se encaixa na definição de publicidade passiva do art. 2º: a pessoa buscou e o escritório respondeu.

Na Fysi, SEO e GEO (o preparo para as buscas de IA) são o carro-chefe: todo site e landing page já sai com SEO para o Google e para as IAs, e o serviço contínuo leva o escritório adiante mês a mês. É o canal que constrói presença sem depender de pagar por clique. O método está em SEO para advogados.

Anúncios: Google Ads e Meta Ads

Anúncio é o canal mais rápido do marketing jurídico e o que mais exige acompanhamento. No Google, o anúncio aparece para quem buscou, e o Anexo Único do Provimento 205 permite a aquisição de palavra-chave quando responsiva a uma busca iniciada pelo potencial cliente. No Instagram e no Facebook, o impulsionamento é permitido desde que a peça não contenha oferta de serviços jurídicos, o que muda o formato: conteúdo informativo impulsionado, com o convite na página.

Em qualquer canal, o anúncio segue as vedações do art. 3º (honorários, especialidade sem título, expressões persuasivas ou de comparação) e do art. 6º (promessa de resultado, caso concreto). Rádio, cinema, televisão e outdoor continuam vedados pelo art. 40 do Código de Ética.

O que decide o custo de cada contato é a página de destino, e por isso a Fysi faz a gestão de anúncios sempre junto com a landing page. O passo a passo está em Google Ads para advogados; a resposta canal por canal, em advogado pode fazer anúncio?.

Conteúdo e redes sociais: confiança ao longo do tempo

Conteúdo é o canal que constrói confiança antes do contato. Artigos no site, vídeos curtos, posts no Instagram e no LinkedIn, lives. O art. 4º do Provimento 205 permite o marketing de conteúdos jurídicos, e o art. 5º, § 3º, permite vídeos ao vivo ou gravados, debates e palestras, desde que sem casos concretos e sem apresentação de resultados.

O que funciona para advocacia é responder, em linguagem comum, às perguntas que o cliente faz antes de contratar: "o que fazer quando o INSS nega", "como funciona a guarda compartilhada", "fui demitido, tenho direito a quê". Cada resposta serve ao Instagram, ao site (como artigo) e às buscas de IA. O que fica fora: responder consulta de caso específico nos comentários, mencionar resultados dos próprios processos (art. 4º, § 2º), comprar seguidores ou engajamento (art. 4º, § 5º) e mostrar bens como argumento (art. 6º, parágrafo único).

Por rede: o Instagram costuma alcançar bem o público de família, trabalhista e previdenciário (com conteúdo que a família compartilha); o LinkedIn alcança empresas, para quem atua em cobranças, contratos e trabalhista empresarial; o YouTube serve para temas que pedem explicação mais longa. O link da bio leva para a página, como no projeto de Oliveira da Rosa no portfólio.

WhatsApp e atendimento: onde o marketing vira cliente

O marketing jurídico termina quando a pessoa manda a mensagem, e é ali que muito escritório perde o que investiu. Resposta que demora horas, atendimento que pede "me liga" para quem preferia escrever, triagem que faz dez perguntas antes de dizer se atende o caso.

O que funciona: resposta rápida, mesmo que automática, dizendo que alguém vai responder e em quanto tempo; uma pergunta de triagem curta (a situação e a cidade); e o próximo passo claro (mandar os documentos, marcar a conversa). Para a OAB, grupos de WhatsApp são permitidos quando formados por pessoas determinadas, das relações do advogado ou do escritório (Anexo Único); entrar em grupo aberto para divulgar, não.

Medir essa etapa importa tanto quanto medir o anúncio: quantas mensagens chegaram, quantas viraram atendimento, quantas viraram contrato. Sem esse número, não dá para saber qual canal vale o investimento.

Indicação e relacionamento

Indicação continua sendo uma fonte forte de clientes para muitos escritórios, e o marketing digital não substitui isso. Ele reforça: o cliente indicado confere o site antes de ligar, e o site bem feito confirma a indicação. Avaliações no Perfil da Empresa, pedidas depois do atendimento, transformam a indicação em sinal público.

Relacionamento com outros profissionais (contadores, corretores, psicólogos, outros advogados de áreas diferentes) também é marketing jurídico, e o provimento não o restringe, desde que não haja vinculação de serviços jurídicos a outras atividades (art. 8º). Em eventos de interesse jurídico, a distribuição de material é liberada (art. 3º, V).

Marketing jurídico com IA: buscas de IA e produção de conteúdo

Duas coisas mudaram com a inteligência artificial. A primeira é onde o cliente pergunta: parte das buscas migrou para o ChatGPT e para o Modo IA do Google, que respondem citando páginas. Para ser citado, o site do escritório precisa de respostas diretas, autor identificado com OAB, dados estruturados e coerência entre site, Perfil da Empresa e redes. É o mesmo trabalho de SEO, com mais rigor, e está em SEO para buscas de IA.

A segunda é como o conteúdo é produzido. Ferramentas de IA ajudam a rascunhar artigos, roteiros e respostas, e isso é permitido. O limite é o art. 1º do provimento: as informações precisam ser objetivas e verdadeiras, e o advogado responde por elas. Texto gerado sem revisão, com lei inventada ou promessa escondida, é infração do mesmo jeito. A regra prática: a IA rascunha, o advogado revisa, e tudo passa pelo filtro do provimento antes de publicar.

Captação de clientes na advocacia: onde fica o limite

"Captação de clientes advocacia" e "como conseguir clientes advogado" são buscas frequentes, e a resposta precisa começar pela norma. O art. 2º do Provimento 205 define captação de clientela como a indução ativa à contratação ou ao litígio, e toda a norma existe para impedir isso. Então o marketing jurídico que funciona é o que informa e deixa a pessoa decidir, em vez de empurrar.

Na prática, conseguir clientes como advogado passa por: uma área escolhida, uma página que fala com a situação do cliente, presença na busca (Perfil da Empresa e SEO), anúncio de busca quando há orçamento, conteúdo que responde dúvidas e atendimento rápido no WhatsApp. Tudo isso cabe na regra. O que fica fora: abordar pessoas em grupos, oferecer serviço a quem não pediu, prometer resultado, anunciar preço e usar caso de cliente como propaganda.

Um plano em etapas, pelo momento do escritório

  1. Escritório começando, sem página: escolher a área, publicar a landing page dessa área e o link da bio, criar o Perfil da Empresa. Depois, anúncio de busca com orçamento pequeno para aprender quais termos trazem contato.
  2. Escritório com site genérico: refazer ou reescrever o site com uma página por área, ajustar o Perfil da Empresa, ligar a medição. Em seguida, SEO e GEO contínuos para as páginas de área, com anúncio na área principal enquanto o orgânico cresce.
  3. Escritório com página que converte: SEO contínuo com conteúdo mensal, anúncio em mais de uma área, Meta Ads com conteúdo impulsionado, preparo para as buscas de IA.
  4. Escritório com equipe e várias áreas: site completo, página por área e por cidade quando houver atendimento local, conteúdo por área, anúncios por campanha, relatório mensal com custo por contato por canal.

Em todas as etapas, a ordem é a mesma: página antes de canal, medição antes de investimento, regra antes de publicação.

O que medir no marketing jurídico

Quatro números bastam para começar: visitas por canal (busca, anúncio, redes, direto), contatos por canal (clique no WhatsApp e no telefone, medidos), atendimentos que viraram contrato e custo por contrato em cada canal. O Google Analytics e o Search Console entregam os dois primeiros; os dois últimos dependem de o escritório anotar a origem de cada cliente novo.

Com esses quatro números, as decisões ficam simples: o canal com o menor custo por contrato recebe mais investimento, o canal que traz visita sem contato é revisado, e a página que recebe visita sem clique é reescrita.

Agência de marketing jurídico ou fazer por conta própria

Boa parte do marketing jurídico pode ser feita pelo próprio escritório: Perfil da Empresa, conteúdo nas redes, atendimento no WhatsApp. O que costuma pedir ajuda é a página (copy, design e construção), o SEO técnico e a gestão de anúncios, porque exigem método e tempo que o advogado não tem.

A Fysi faz a parte da página e dos canais que dependem dela, com SEO e buscas de IA como carro-chefe: site e landing page por área, já com SEO para o Google e para as IAs, SEO contínuo e gestão de Google Ads e Meta Ads junto com a página. Tudo revisado contra o Provimento 205 antes de ir ao ar, com atendimento online para todo o Brasil, mais de 1.000 sites e landing pages entregues e mais de 35 páginas de advocacia no portfólio. O que o escritório consegue fazer sozinho, a gente orienta e deixa com ele.

Ao escolher uma agência de marketing jurídico, as perguntas que importam: ela mostra páginas de advocacia inteiras? Cita o Provimento 205 ou só "as regras da OAB"? Entrega a página no nome do escritório? Mede o contato, e não só a visita?

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Marketing jurídico é permitido pela OAB?

É. O art. 1º do Provimento 205/2021 permite o marketing jurídico, desde que compatível com a ética e com os limites do Estatuto, do Regulamento Geral e do Código de Ética. O que a norma regula é o conteúdo e o formato: informativo, discreto e sóbrio, sem captação de clientela.

Como conseguir clientes sendo advogado iniciante?

Escolhendo uma área, publicando uma landing page dessa área com o Perfil da Empresa no Google, produzindo conteúdo que responde às dúvidas do cliente e, quando houver orçamento, anunciando na busca. Indicação continua importante, e o site confirma a indicação.

Marketing jurídico e marketing digital para advogados são a mesma coisa?

Marketing jurídico é o conjunto; marketing digital para advogados é a parte que acontece na internet. Nas buscas, os dois termos aparecem juntos e com a mesma intenção.

Preciso estar no Instagram?

Depende da área e do cliente. Família, trabalhista e previdenciário alcançam bem o público por lá, com conteúdo que a família compartilha. Para quem atende empresas, o LinkedIn costuma render mais. Em qualquer caso, o perfil leva para a página do escritório.

Quanto investir em marketing jurídico?

Depende da área, da cidade e do momento do escritório. O caminho é começar pela página e pelo Perfil da Empresa, que têm custo único ou nenhum, e só depois colocar orçamento em anúncio, com a medição ligada para saber o custo de cada contato.

Posso usar IA para escrever o conteúdo do escritório?

Pode, com revisão. O art. 1º do Provimento 205 exige informações objetivas e verdadeiras, e o advogado responde por elas. A IA rascunha, o advogado confere a lei e o tom, e o texto passa pelo filtro do provimento antes de publicar.

Por onde começar?

Pela escolha da área e pela página dessa área, com o WhatsApp medido. Em seguida, o Perfil da Empresa no Google. Só depois anúncio e conteúdo. Página antes de canal, medição antes de investimento.

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