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Marketing de conteúdo para advogados: o blog que responde às dúvidas do cliente

Marketing de conteúdo para advogados é responder, por escrito e em linguagem comum, às perguntas que o cliente faz antes de contratar. Veja como escolher os temas, escrever o artigo, definir a frequência e medir o que o blog do escritório traz.

· Designer de landing pages e fundadora da Fysi Lab Digital

· 9 min de leitura

Capa do post: Marketing de conteúdo para advogados: o blog que responde às dúvidas do cliente
Neste artigo
  1. O que a OAB diz sobre conteúdo
  2. Por que o blog do escritório vem primeiro
  3. Como escolher os temas
  4. Como escrever um artigo que responde
  5. Frequência: o que o escritório consegue manter
  6. Um artigo, vários canais
  7. Como medir o marketing de conteúdo
  8. Conteúdo mensal com SEO, revisado contra o provimento
  9. Perguntas frequentes

Marketing de conteúdo para advogados é a estratégia de publicar artigos, vídeos e posts que informam o público sobre temas jurídicos e, com o tempo, fazem do escritório uma referência no assunto. A OAB permite e dá nome a ela: o art. 2º, II, do Provimento 205/2021 define o marketing de conteúdos jurídicos como a criação e a divulgação de conteúdos voltados a informar o público e consolidar a imagem profissional do advogado ou do escritório. O centro dessa estratégia é o blog do site, porque é ali que o conteúdo fica, aparece na busca e leva a pessoa até a página da área.

O que a OAB diz sobre conteúdo

Quatro regras definem o espaço do conteúdo jurídico:

  • Art. 4º do Provimento 205: o marketing de conteúdos pode usar publicidade ativa ou passiva, desde que afastadas a mercantilização, a captação de clientela e o emprego excessivo de recursos financeiros.
  • Anexo Único, item sobre criação de conteúdo, palestras e artigos: o conteúdo deve ter caráter técnico e informativo, sem divulgação de resultados concretos obtidos, de clientes, de valores ou de gratuidade.
  • Art. 41 do Código de Ética e Disciplina: colunas e textos divulgados pelo advogado não devem induzir o leitor a litigar nem promover captação de clientela.
  • Art. 4º, § 1º, do provimento: o autor pode se identificar com qualificação e títulos, desde que verdadeiros e comprováveis.

Em resumo: o artigo explica a regra geral, com exemplos hipotéticos, assinado por quem escreveu. O caso do cliente, o resultado do processo e o “procure um advogado antes que seja tarde” ficam fora.

Por que o blog do escritório vem primeiro

Post de rede social tem vida curta no feed. O artigo do blog fica no site do escritório, no domínio do escritório, e pode aparecer no Google por anos para quem digita a mesma dúvida. Quando aparece, ele se encaixa no que o art. 2º, VII, do provimento chama de publicidade passiva: a pessoa buscou e o escritório respondeu.

O artigo também trabalha para a página da área. Cada texto sobre guarda, pensão ou divórcio leva, com um link, para a página de direito de família, e o conjunto mostra ao Google que o site entende do assunto. É o mesmo trabalho que sustenta o SEO para advogados.

Como escolher os temas

O tema certo é uma pergunta que alguém já está fazendo. Quatro fontes resolvem a pauta:

  1. O WhatsApp do escritório: as dúvidas que chegam toda semana, antes da contratação.
  2. O autocompletar do Google: digite o começo da dúvida e veja como as pessoas completam. “Ideias de conteúdo para advogados” e “como criar um blog jurídico” aparecem assim.
  3. O quadro “As pessoas também perguntam”: as perguntas relacionadas que o Google mostra na busca.
  4. Mudanças de regra: lei nova, súmula, mudança de procedimento no INSS ou no cartório.

Organizando por área

Cada área com página própria ganha um grupo de artigos em volta dela. Um exemplo de pauta:

ÁreaPergunta do cliente (título do artigo)
TrabalhistaO que entra na rescisão quando a empresa demite sem justa causa?
TrabalhistaA empresa pode descontar faltas das férias?
FamíliaDivórcio em cartório: quando pode e quais documentos levar
FamíliaComo é calculada a pensão alimentícia?
PrevidenciárioO INSS negou o benefício. E agora?
PrevidenciárioQuem tem direito ao BPC?

Uma pergunta por artigo. Juntar cinco dúvidas no mesmo texto dilui a resposta e dificulta o artigo aparecer para cada uma delas.

Como escrever um artigo que responde

A estrutura

  1. Título com a pergunta, nas palavras do cliente.
  2. Resposta direta no primeiro parágrafo. Quem lê só o começo já sai com a informação principal.
  3. Subtítulos por etapa ou por situação, na ordem em que a pessoa pensa.
  4. Exemplo hipotético para mostrar a regra funcionando. “Imagine uma trabalhadora com cinco anos de casa…” funciona melhor que qualquer caso do escritório, e o caso do escritório fica fora pela regra do Anexo Único.
  5. Perguntas frequentes no fim, com as dúvidas que vêm em seguida.
  6. Autor identificado, com nome, OAB e uma linha de formação, e a data da última atualização.
  7. Link para a página da área, onde o convite para conversar acontece com sobriedade.

A linguagem

Frases curtas, termos jurídicos explicados na primeira vez que aparecem e exemplos do dia a dia. O leitor é a pessoa com o problema, e o texto escrito para ela também é o que as buscas de IA conseguem citar com clareza.

O fecho

O fim do artigo indica o próximo passo de forma informativa: “cada situação tem detalhes próprios; para entender o seu caso, o atendimento do escritório funciona assim”. Fechos que pressionam (“não perca seu direito, entre em contato hoje”) induzem a litigar, o que o art. 41 do Código de Ética veda.

A revisão

O art. 1º, § 1º, do Provimento 205 diz que as informações publicadas devem ser objetivas e verdadeiras e são de responsabilidade de quem aparece identificado. Todo artigo passa pela leitura do advogado antes de ir ao ar, inclusive os escritos por equipe ou ferramenta. Quando a lei muda, o artigo é atualizado, com a nova data.

Frequência: o que o escritório consegue manter

A frequência certa é a que a rotina sustenta. Um artigo por mês, a cada quinze dias ou por semana: escolha o ritmo que cabe na agenda e mantenha. A constância permite medir, entender o que funciona e ajustar a pauta.

Duas práticas ajudam a manter o ritmo:

  • Calendário trimestral: a pauta dos próximos três meses definida de uma vez, por área.
  • Atualização dos artigos antigos: revisar um texto que já aparece na busca costuma dar menos trabalho que escrever um novo, e mantém a informação correta.

Um artigo, vários canais

Cada artigo do blog rende material para os outros canais do escritório:

  • um carrossel com o passo a passo, no Instagram;
  • um post com a leitura para empresas, no LinkedIn;
  • um vídeo explicando o tema, no YouTube, incorporado ao próprio artigo;
  • um post de atualização no perfil do Google, com o botão para o artigo, como mostra o guia de Google Meu Negócio para advogados;
  • o link enviado pelo WhatsApp a quem perguntou exatamente aquilo.

Envio por e-mail ou lista de transmissão vai só para clientes, pessoas de relacionamento e quem pediu ou autorizou. O Anexo Único veda a mala direta para uma coletividade.

Artigos em jornais e portais

Escrever para um portal ou jornal amplia o alcance. O art. 40, V, do Código de Ética veda dados de contato como endereço e telefone em artigos publicados na imprensa e permite a referência ao e-mail. O art. 4º, § 3º, do Provimento 205 equiparou ao e-mail o site, as redes sociais e os aplicativos de mensagem, que podem constar em caráter informativo. O texto segue a mesma regra do blog: informa, sem induzir o leitor a litigar.

Como medir o marketing de conteúdo

Três perguntas mostram se o conteúdo está funcionando: os artigos aparecem na busca, as pessoas clicam e alguém conversa com o escritório depois de ler.

  • Aparece e recebe clique: o relatório de Performance do Google Search Console mostra cliques, impressões, taxa de cliques e posição média, por consulta e por página (Central de Ajuda do Search Console, consulta em 9/10/2026). Ali você vê quais perguntas trazem visitas e quais artigos estão perto da primeira página e merecem uma revisão.
  • Leva à conversa: no Google Analytics, as ações importantes para o negócio se chamam eventos principais (Central de Ajuda do Google Analytics, consulta em 9/10/2026). O clique no WhatsApp a partir de um artigo, marcado como evento principal, mostra quais textos geram contato.
  • Vira cliente: a pergunta “como conheceu o escritório?” no primeiro atendimento fecha a conta.

O blog leva meses para ganhar tração, e o prazo varia com a área, a cidade e a constância. Nenhum prazo é garantido. A leitura mensal desses números é o que orienta a pauta seguinte.

Conteúdo mensal com SEO, revisado contra o provimento

No SEO para advogados da Fysi, o conteúdo mensal faz parte do trabalho: pauta tirada do que as pessoas buscam por área e cidade, artigos escritos para a busca e para as IAs, link para a página certa e revisão contra o Provimento 205 antes de publicar. O relatório mensal mostra por quais buscas o site passou a aparecer e quantos contatos vieram. O atendimento é online, para escritórios de todo o Brasil. Veja como funciona o SEO para advogados e conte a área e a cidade pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

Advogado pode ter blog no site do escritório?

Pode. O art. 4º do Provimento 205/2021 permite o marketing de conteúdos jurídicos, e o Anexo Único pede que o conteúdo tenha caráter técnico e informativo, sem resultados, clientes, valores ou gratuidade.

Sobre o que escrever no blog jurídico?

Sobre as perguntas que o cliente faz antes de contratar. As dúvidas do WhatsApp, o autocompletar do Google e o quadro “As pessoas também perguntam” dão a pauta. Uma pergunta por artigo, organizada por área.

Com que frequência publicar?

No ritmo que o escritório consegue manter com qualidade. A constância importa mais que o volume, porque é ela que permite medir e ajustar.

Posso escrever sobre casos que atendi?

Não. O Anexo Único veda divulgar resultados concretos e clientes no conteúdo, e o art. 6º, parágrafo único, veda em qualquer publicidade o uso de casos concretos para oferta de atuação. Use exemplos hipotéticos.

Posso colocar meus contatos em um artigo para jornal?

Pode, em caráter informativo. O art. 4º, § 3º, do Provimento 205 equipara site, redes sociais e aplicativos de mensagem ao e-mail, que o art. 40, V, do Código de Ética já admitia nesses artigos.

Em quanto tempo o blog traz clientes?

Em meses, e o prazo varia com a área, a cidade, a concorrência e a constância. Nenhum prazo é garantido. O Search Console mostra, mês a mês, se os artigos estão ganhando espaço na busca.

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